segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dicionário Infantil

Quando os bebês começam a falar, os adultos que convivem com essas crianças tornam-se adivinhos e tradutores, esclarecendo (nem sempre) as palavras e frases incompreensíveis para os adultos mais distantes. Eles trocam letras, erram na concordância, na pronúncia e assassinam a lógica, mas se fazem entender pelos sons e pelo charme de só quem está aprendendo a se comunicar consegue transmitir. Algumas das pérolas dos bebês na vida do Paiva:

  • bejo - baço:  beijo e abraço (maneira nem sempre sutil de encerrar a conversa)
  • boneide:  band-aid
  • detupa:  desculpa
  • Estados dos Nidos: Estados Unidos
  • madinha: madrinha
  • madrrrrinha: madrinha
  • Mato Gosso: lugar longe, onde mora o padrinho, e onde só é possível chegar de avião, depois de atravessar um rio bem grandão
  • música portuguesa: música brasileira (cantada em português, claro)
  • neguá: lugar
  • quiaquinis: dinossauro herbívoro (?!!?!!)
  • quininho: pino pequeno
  • quinininho: pequenininho
  • pepichupi: catchup
  • pi: padrinho (?!?)
  • repângalo: relâmpago
  • 1, 2, 3, 7, 9, 11: novo sistema decimal

A maior parte dessas palavrinhas mágicas foi proferida pelo afilhado Mateus, mas tem criação da afilhada Mirela também.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Todos os Sexos

No último ano da faculdade de administração de empresas, é comum a luta dos alunos por vagas nos programas de trainee das melhores empresas. Normalmente são diversas fases, com testes psicotécnicos, dinâmicas, jogos e entrevistas, eliminando candidatos à cada etapa, apertando o funil.

O Paiva participou de diversas dessas seleções e se lembra particularmente de uma delas, numa multinacional, onde já estava na fase de dinâmica de grupo. Eram cerca de 20 candidatos reunidos numa sala, realizando diversas atividades em grupos maiores ou menores, acompanhados de alguns psicólogos que coordenavam o processo e diversos gerentes e diretores da própria empresa, atuando como observadores.

A última das atividades era para os grupos construírem cidades com sucatas diversas, embalagens de papelão e isopor de diversos tamanhos e formatos, usadas para emular prédios. Enquanto os candidatos interagiam para decidir sobre ruas, bairros, prédios públicos e zonas comerciais, os psicólogos, gerentes e diretores só acompanhavam, para observar como cada um reagia aos aspectos de iniciativa e liderança.

Ao término do tempo programado todos os candidatos tinham que descrever o que acharam da experiência. Foi então que um candidato mais empolgado começou o seu discurso, mais ou menos assim:

"Acho que a atividade foi muito boa, pois proporcionou a todos nós a oportunidade de interagir com os demais, aceitando as diferentes opiniões, respeitando as diferenças entre todos as culturas, todas as religiões, todas as idades, todas as classes sociais, todas as faixas de renda, todos os sexos e todas as experiências pessoais de cada um, para atingir o objetivo comum de todos."

Era bonito, apesar de exagerado. Mas um detalhe não passou despercebido por um dos diretores. Quando foi a vez dos funcionários se manifestarem sobre o que haviam observado da dinâmica, esse diretor pediu a palavra e se referiu ao jovem do discurso decorado:

"Achei interessante o que o rapaz ali falou sobre a participação de todas as culturas, todas as religiões, etc, mas fiquei curioso para saber quais são TODOS os sexos? Eu só conheço 2."

Na verdade, eram outros tempos. O candidato foi reprovado.


sábado, 3 de maio de 2014

Bombinhas - parte 3

Como eu já contei na parte 2 do causo eu, Fernando e André saíamos todos os dias para fazer as aulas de mergulho. E o Du, que estava adoentado, ficava no apartamento para se recuperar. Até demos uma fugida da aula e fomos para o Beto Carrero num dia, quando o Parque ainda era mais um mapa bonito e cheio de promessas do que atrações reais e funcionando, mas o "normal" era o Du se refugiar no apartamento e na praia em frente.



O problema é que o André tinha um celular Motorola, do tipo "tijolão", que precisava de 5 horas ligado na tomada para carregar, para funcionar uns 15 minutos. E estava com uma namorada nova, para quem ele ligava todo dia, escondido na lavanderia para a gente não ouvir o que conversavam. Até que a curiosidade do Du falou mais alto e ele resolveu analisar o brinquedinho do André, numa das tardes ociosas. E não conectou direito o carregador depois. Quando chegamos à tarde, o André pegou o telefone no quarto, tirou da tomada e foi para a lavanderia fazer sua ligação diária. E voltou segundos depois, bufando de raiva, com o celular descarregado numa mão e a outra com vontade de dar um soco no amigo. A solução foi apelar para o orelhão da rua, mas sem a privacidade da lavanderia para usar os apelidos carinhosos do casal de pombinhos.





Com todos os acontecimentos, a volta não poderia ser tranquila. Subindo a serra antes de Curitiba, a F-1000 ficou ingovernável. Deslizava de um lado para o outro sem controle. Na primeira escapada, pensei que havia óleo na pista, ou que havia exagerado na velocidade com a pista molhada pela garoa. Mas quanto mais devagar eu ia, pior ficava para dirigir. Quando chegamos ao planalto, encostei no acostamento para ver o que estava acontecendo e as rodas estavam completamente desalinhadas. Cada uma apontava para um lado. Resolvemos voltar até um posto que havíamos acabado de passar, mas bastou engatar a ré e tentar andar, para alguma coisa estourar embaixo da caminhonete. A solução foi chamar o seguro, despachar o Du para o carro do Fernando, junto com o André, e seguir viagem de guincho até Curitiba, onde um mecânico fez uma gambiarra. Ah, sim, e deu outra carga na bateria, que descarregou novamente por causa do som e do pisca alerta ligado.


Ao chegar em casa ainda descobrimos que trouxemos a chave do apartamento alugado. Era para deixar num local combinado, no próprio prédio, mas viemos com ela para São Paulo. A viagem dos causos havia acabado, mas não as consequências. Só para constar, o André casou com aquela namorada e estão juntos e felizes até hoje.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Bombinhas - parte 2

Chegamos em Bombas, nosso destino final, já bem tarde, sem nenhum outro contratempo, por incrível que pareça. No dia seguinte saímos para explorar a cidade e o distrito vizinho de Bombinhas. Muito turista brasileiro, muito turista argentino e muita escola de mergulho. Não tínhamos planejado nada a respeito, mas já que estávamos no paraíso do mergulho, por que não aproveitar para fazer um batismo ?

Os batismos tinham um preço razoável, mas eram muito caros se comparados com o custo do curso total para termos a carteirinha da PDIC. Se fizéssemos o mergulho acompanhado seria legal, mas se fizéssemos o curso completo, seria muito legal, nos tornaríamos mergulhadores e poderíamos explorar diversos outros pontos de mergulho pelo Brasil e, quiçá, pelo Mundo. A carteirinha era internacional.

O Du, que mal conseguia respirar em terra firme, por causa da gripe forte, não se animou. Os demais tiveram a certeza que tinham encontrado a atividade perfeita para a semana de férias. As aulas práticas eram numa praia, pela manhã cedo, e as teóricas eram à noite, no centro da cidade. Seria fantástico, um negócio da China, se não estivéssemos de férias e com a pretensão de não termos compromisso. Viajamos 770 quilômetros para descansar e logo no primeiro dia nos inscrevemos num curso que nos obrigava a ter horário de manhã e à noite. Que saco!

Além disso, o Paiva tinha 4 graus de miopia, e o mergulho autônomo é SEM óculos. Ao final de cada aula, todos discutiam as belezas que tinham visto no fundo do mar, e o Paiva mal tinha visto um ou outro peixinho sem graça.


Mas o pior ainda estava por vir, como sempre. As aulas eram na beira da praia, entrávamos caminhando com o equipamento a partir da areia, nadávamos, afundávamos e aplicávamos o que tínhamos aprendido nas aulas teóricas do dia anterior. Sempre com a mesma roupa velha até a coxa e o mesmo lastro (cinturão de chumbo que o mergulhador leva na cintura, para compensar a flutuação natural causada pela roupa e pelo cilindro de ar). Mas a última aula seria nas proximidades de uma ilha, onde havia um naufrágio, necessário pegar uma barco para chegar até lá.


Só que eu, além de cego, passo mal em embarcação. Difícil dizer o que dava mais raiva, ser o único a passar mal enquanto todos estavam aproveitando a paisagem e ansiosos com o mergulho, ou aguentar o piloto do barco comentando que em muitos anos fazendo aquele percurso, pouquíssimas vezes tinha visto o mar tão calmo. Meu estômago não achava o mesmo.

Depois de vomitar umas 2 ou 3 vezes, coloquei a roupa de mergulho (nova, até o tornozelo), o lastro de sempre e mergulhei com o resto do grupo. Na primeira inspirada mais forte, cadê o Paiva? Flutuei até a superfície e não conseguia mergulhar mais. O professor voltou e me puxou para baixo pela nadadeira. Na próxima inspirada mais forte um pouco, flutuei de novo. O professor voltou atrás de mim e explicou que eu deveria tentar ficar com a cabeça sempre mais baixa que o tronco e os pés, para não "subir" de novo.


O problema é que todas as aulas eu fiz com uma roupa velha, com bermuda. E o batismo fiz com uma roupa nova, de calça. Só então descobri que quanto mais nova e maior a cobertura da roupa de neoprene, mais ela ajuda na flutuação. Ou seja, eu deveria ter colocado mais lastro. Mas por que ninguém me contou isso antes?!


Apesar da gozação dos companheiros - e de vomitar uma vez mais na volta para a praia - dessa vez consegui ver alguns peixes a mais. E decidi fazer a cirurgia da miopia naquele mesmo ano.

Ah, sim, apesar de todo o esforço e dedicação em cumprir os horários das aulas práticas e teóricas por 1 semana de férias, nenhum de nós nunca mais mergulhou na vida.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Bombinhas - parte 1

É difícil acreditar que tanta coisa engraçada pudesse acontecer em uma única viagem, mas quando os 4 Patetas se reuniam os anjos protetores trabalhavam dobrado - ou também tiravam férias, vai saber?! Vou mudar temporariamente a regra dos causos e dividir a história em diversas partes, além de colocar os nomes verdadeiros. Merecemos o registro dessa aventura.

Tudo começou ainda antes da viagem propriamente dita, com o Du anunciando que estava doente, foi ao médico e a recomendação expressa do doutor era "repouso absoluto e nada de viagem". Como assim, na véspera da nossa viagem de 1 semana e 770km entre Amparo/SP e Bombinhas/SC ? De jeito nenhum, não podemos ter uma deserção tão importante, e tão em cima da hora. Compra os medicamentos, as injeções, arruma as malas e vamos embora que pior do que está não vai ficar!

Os patetas que moravam em Amparo (Du, André e Paiva) seguiram de F1000 até Sorocaba e se encontraram com o pateta faltante, dividindo a tropa no Monza do Fernando e batendo ponto na Padaria Real, como era "tradição" desde a viagem do ano anterior (leia o causo Estrada Esburacada).


Era uma viagem de umas 10 horas, mas três coisas fizeram a gente se atrasar muito mais que o planejado: um congestionamento na BR-116, as paradas para o André aplicar injeção no Du e uma chuva torrencial que caiu quando estávamos em algum lugar depois de Joinville.


As paradas para aplicar injeção eram as mais engraçadas. O André era dentista, tinha experiência com seringas, agulhas e remédios, mas na primeira parada ele se atrapalhou todo com o álcool, o esparadrapo e as demais traquitanas espalhadas pela porta traseira da caminhonete e deixou a seringa espetada no braço do Du enquanto procurava um algodão novo para passar depois da injeção. Quem passava pela estrada e via aquele grupo de jovens parado no acostamento, um com uma seringa espetada no braço e dois se acabando de dar risada à toda, tinha a certeza que éramos todos drogados. Não sei como não fomos presos pela polícia rodoviária!

Mas o pior ainda estava por vir. Escureceu e começou a chover forte. Resolvemos estacionar na beira da estrada para esperar a chuva diminuir um pouco, mas ficamos com o rádio e a lanterna da caminhonete ligados. É claro que a bateria foi pro saco. A primeira ideia foi empurrar. Mas quem consegue empurrar uma F1000 carregada de roupa, comida e cerveja para 4 caras, por 1 semana? Sem chance.

A segunda ideia foi um pouco pior. Encostar o Monza no lado e fazer uma "chupeta". O Du, doente e com febre, não sabia se segurava o guarda-chuva para manter o motor do carro seco, enquanto colocávamos os cabos, ou se protegia a si próprio. Mais uma triste descoberta: o motor de um carro de passeio não é suficiente para dar a partida numa F1000 diesel. Muito pelo contrário, quando o Paiva encostou na chave da F1000, quase que o Monza também fica sem bateria. Por um instante vimos toda a energia dele se esvair, mas ainda sobreviveu, por pouco.

A terceira ideia foi voltar para a primeira. Fernando, André e Du (coitado !) conseguiram empurrar cerca de 3 metros e o Paiva deu um único "tranco" certeiro: pegou!

Com aquela movimentação toda, algumas pessoas foram se aglomerando na frente do estabelecimento comercial onde ocupávamos o estacionamento, para assistir a cena. Achávamos que ninguém tinha se oferecido para ajudar por causa da chuva, que continuava forte, mas depois que fizemos os carros funcionarem e conseguimos iluminar melhor a fachada, descobrimos que o motivo mais forte era outro: estávamos na frente de uma.... ããã... um puteiro!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Estrada Esburacada

Os quatro amigos - internamente conhecidos como 4 Patetas - fizeram uma viagem de Amparo/SP para Santa Catarina, passando por Sorocaba para reunir o quarto competente da tropa. Saíram cedo, para tentar evitar o trânsito do feriado prolongado, mas se distraíram com a paisagem da Serra de Tapiraí e chegaram nas bordas da BR 116 depois de muitos outros viajantes.

A BR estava congestionada, tudo parado, e o rádio da caminhonete avisando que o problema era um acidente, com muita demora para a retirada dos caminhões. Querendo recuperar o tempo perdido, os patetas pararam no acostamento, sacaram o mapa rodoviário e abriram aquela folha enorme de papel em cima do capô. Já existia celular na época, mas serviço de rastreamento por satélite, GPS, internet móvel e outras maravilhas semelhantes não era sonho distante - era sonho inexistente mesmo.

Vira mapa daqui, procura localização dali, alguém encontrou uma estradinha, paralela à BR, que permitiria voltar para a estrada principal logo depois do acidente. Era coisa de uns 30 km em estrada vicinal, mas comparada às condições da rodovia, valia a pena arriscar. E arriscaram.
Amarrotaram todo o mapa - dobrar certo aquele troço, depois que desdobrou a primeira vez, só quem já passou por isso sabe como é impossível - saíram da rodovia e acharam a estradinha. Logo no início, uma placa de alerta:

Buracos na rodovia próximos 15 km

Dúvida no ar: enfrentar os buracos ou voltar para o congestionamento? Bom, se a estrada tem 30 km e os buracos estão em "apenas" 15, vamos seguir.

Desvia daqui, desvia de lá, difícil fazer mais que 40 quilômetros por hora naquela buraqueira infernal. E o motorista olhando ansioso para o odômetro parcial, controlando a distância percorrida e esperando a hora de acabar com o suplício, antes que os buracos acabassem com o carro. Quando o instrumento no painel marcou 14,8 km e os viajantes já estavam suspirando aliviados, apesar do CD pulando (MP3 também era sonho), do enjoo, da dor na coluna e das cabeçadas no vidro, outra placa:

Buracos na rodovia próximos 15 km.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

O Furto do Século

Faz tempo que o Paiva não passa por aqui para contar seus causos, mas resolveu dar o ar da graça no feriadão porque se lembrou de um ocorrido exatamente nessa época, muitos anos atrás.

A turma estava toda na praia. Foi para Caraguatatuba explorar as belezas do litoral norte de São Paulo e reclamar do trânsito para descer a serra, da fila para comprar pão, da areia e do sol escaldante, enquanto tomava todas nas barraquinhas, longe da água salgada. Analisando bem, o programa era de índio, mas o importante é que a cerveja estava gelada.

O acontecido foi logo no primeiro dia. Assim que chegaram no apartamento, as meninas resolveram fazer um inventário dos mantimentos comprados na véspera e perceberam que faltava sal. Seria um exagero comprar 1 quilo de sal para usar algumas poucas pitadas, mas cozinhar sem o tempero também era impensável, então anotaram mentalmente que era necessário passar no supermercado para adquirir tal gênero de primeiríssima necessidade - mas deixaram para depois.

Daí foi todo mundo para a praia e, como já dito, a cerveja estava gelada e o cardápio era recheado de batidinhas variadas, que a turma experimentava em sistema comunitário. Resultado óbvio: todo mundo esqueceu do sal. Ou quase todo mundo!

Cervejinha vai, batidinha vem, porção de camarão vai, porção de calabresa vem, o dia foi passando e os problemas do país - talvez do mundo - foram sendo resolvidos na mesa do quiosque. Até a hora que alguém sugeriu pedir uma porção de fritas para saideira e o amigo do Paiva foi taxativo: "NÃO". Ninguém entendeu nada, mas ele reforçou: "Fritas NÃO. Melhor a gente ir embora". O clima ficou meio esquisito, mas já era mesmo meio tarde e resolveram pedir a conta. O amigo do Paiva foi o primeiro a pegar a conta, quando o garçom colocou na mesa, deu uma conferida básica e deixou no lugar sem fazer comentário. Estranho. Alguém fez as divisões, arrecadou o dinheiro e a turma foi embora.

Chegando no apartamento, o amigo do Paiva, emburrado e meio cambaleando de tanta cerveja e batidinha, desvenda o mistério:

"Seus bobão, vão pedir fritas bem naquela hora? Fritas a gente come com sal, e como é que a gente ia pedir pro garçom trazer sal, se todas as mesas já tinham saleiro, menos a nossa?"

Diante da incompreensão dos presentes, o amigo do Paiva põe a mão no bolso da bermuda e tira o saleiro que ele tinha surrupiado do quiosque, triunfante: "Vocês não estavam achando absurdo comprar 1 quilo de sal pra cozinhar? Eu resolvi o problema, trouxe o saleiro cheio - e de graça !"

Mesmo considerando os 3 seguranças da barraca, não foi verdadeiramente um grande feito. Mas na cabeça embriagada do amigo do Paiva, foi o furto do século.